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Meu perfil BRASIL, Sul, JOINVILLE, Mulher, de 15 a 19 anosMeu coração ainda bate, mas eu já morri. |
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Lemá sabachtáni? ![]()
Grito, mas é um grito mudo... um grito que ninguém ouve... Tudo que me restou foi a escuridão... Um vazio muito grande e uma dor que dilacera o meu corpo e a minha alma.
Sinto-me fraca, meus olhos doem, meus ossos doem... Qualquer movimento é penoso... Agora eu sei o que é se sentir um escravo preso em um navio negreiro...
Eu fui abandonda mais uma vez... Mas desta vez está sendo muito pior, porque agora eu entendo, não sou mais uma criança... Agora me falta o chão, tudo perdeu o sentido...
A dor que esse abandono me causou se tornou um carrasco a me torturar... Eu quero fugir e não posso, eu quero respirar e não consigo, eu grito mas ninguém ouve...
Tudo que me restou foi uma grande dor, um vazio, medo e muita escuridão... Eu já me sinto dilacerada por dentro, mas hoje é apenas o segundo dia dessa tortura...
Quantos dias vão ser?????? Meses????? Talvez anos?????
Eu não vou suportar tanta dor, Deus tem que me ouvir, tem que estender Suas mãos e me tirar dessa prisão...
No horizonte começam a surgir os primeiros raios do amanhecer, mas o calor desses raios não conseguem penetrar ou aquecer o breu que se tornou a minha vida... a minha alma...
Lá fora mais um dia que começa... Mas aqui dentro é apenas mais um dia de tortura que se incia...
Não existem mais esperanças... Acabaram-se os sonhos...
Até quando meu Deus???
O meu coração ainda bate, eu ainda respiro... Mas a verdade é que eu já morri.
- Esse abandono conseguiu matar os meus sonhos e as minhas esperanças, mas ele não foi capaz de matar o amor que eu carrego comigo. O amor verdadeiro nunca morre, ele nos acompanha por toda a eternidade, por onde quer que a gente vá... Eu sempre vou te amar mais que tudo! Deus lhe abençoe e proteja sempre... Obrigada por tudo! Com carinho...
Tais Melissa Leite, 05 de Setembro de 2008 - 05:27 da manhã
Parei o carro no sinal vermelho, alguns garotos faziam malabarismos em pleno centro urbano, na tentativa de ganhar alguns trocados, geralmente, disputadas moedas, que vão sendo acumuladas em longos processos de compras. Dou uma ajeitada no retrovisor e confiro a mensagem no celular. “Chiclet, bala, água” me pergunta um jovenzinho. Sorrio e respondo “água”, ele corre na caixa e pega uma garrafinha “dois real”. “Tá caro”, mas junto as moedas e lhe entrego e antes que possa conferir, o sinal abre e alguém impaciente buzina, só ouço ao longe: “brigadu”. E nem me dou ao luxo de ressuscitar a língua materna.
Na escola, entre uma buzina e outra repenso na cena e volto no tempo. Sim, muito tempo atrás, quando a nossa língua era o Latim: oficial (nobres, clero, etc.) e vulgar (soldados, comerciantes, povo, etc.). Um falado pela elite e outro pela população em geral. E da disseminação e transformação de uma e morte da outra surgiu a nossa língua. Vivemos, em nosso tempo, algo parecido e só o tempo vai trazer essas respostas e a nova língua que virá: nem melhor ou pior, mas a que souber transitar e for efetiva.
Mas, vejo nas ruas, escolas e em vários ambientes que a língua também é política. Exerce preconceito e faz marginalizações e esquecemos que a história do Lácio se repete e nada detém a marcha da verdadeira história. Roma (Lácio) e a sua língua dominaram boa parte do mundo e nem por isso sobreviveram... A língua transformou-se e assim tivemos o privilégio de parte dessa herança: última flor do Lácio, que ainda hoje encanta, canta e fascina.
Vivemos tempos de mudanças sociais, econômicas, políticas e, mais do que nunca, devemos nos ater ao fato de que a verdadeira colonização se dá pela língua, pela cultura. Sendo assim, favorecer e fomentá-las é criar uma sociedade mais justa, humana e criativa. Trabalhar “com” e não “contra” e, principalmente, não ressuscitar a pureza original, pois se temos tantas belezas, foram resultado da mistura e miscigenação, da transformação.
Não prego o desconhecimento da língua, mas a aceitação da criatividade, da organização de pensamentos, na elaboração de sonhos e de justiça, e a língua, como detentora de poder e transformação, exerce um papel fundamental nisso tudo e cabe, a cada um de nós, transformar essa realidade. Sabe por quê? Porque há um futuro melhor para nossas crianças, jovens... Um futuro muito além do lucro momentâneo ou mensalões, um futuro, onde cada um possua voz e não seja necessário falar por outrem e deixar o destino em letras anônimas que se apossaram de nós, para benefícios próprios.
Acaba minha janela, volto para a sala de aula, onde 40 ou 50 jovens, mal sabem porque estão ali.... Talvez eles nunca venham a saber, nem saibam que poderiam estar na rua ou cruzamentos da vida, querem apenas o novo sinal para irem para suas casas e jogarem os cadernos num canto e entrarem na internet para jogar ou bater papos virtuais. São jovens, eu sei.... Mas até quando? Serão jovens até que se descubram velhos, pois o tempo, agora mais do que nunca, corre depressa demais. A língua, nisso tudo: já vem enlatada, pronta para consumo.
Carlos Rodrigues Franco - Sábado, 25 de Março de 2.006
Você partiu... passou por mim, passou em mim,
passou... ainda olho o vazio que sua presença deixou.
Vejo rastros invisíveis no asfalto. Vejo as ondas que
se propagam no espaço, emitindo um som, que só meu
coração consegue ouvir. Fica no meu olhar, retratado
e congelado o último instantâneo que pude captar, e
essa lembrança será a que terei até o momento de seu
retorno.
Sinto em meu peito, um vazio e talvez uma vontade
de regar meus olhos com a essência divina, de que
fomos dotados: espectros líquidos e salgados que nos
escapam pelos olhos, quando a alma transborda com
alguma emoção. Minha razão me diz que sua ausência
é temporária e que o tempo é curto, mas meu coração
ainda ressoa aquele velho ditado "o triste da
despedida não é o adeus, mas a incerteza da volta", e
assim meu ser estremece num arrepio, penso que foi
impressão ou frio da chuva, que cai tranquila lá
fora... e sei que tudo isso são apenas impressões.
Impressões que nos marcam, que nos tornam
vulneráveis e quem sabe até poéticos. É tão fácil ser
um poeta, quando aprendemos a olhar o mundo com
outros olhos, com tantos olhos quanto as letras
possam se transformar. Com tantos sentimentos que
nos invadem a alma, a vida e tudo que tocamos ou
sentimos: igual a esse doce aroma que ficou no ar e
sinto-o agora, mesmo com sua partida, como se
estivesse aqui, bem atrás de mim, enquanto escrevo
essas palavras, assim como meu coração quer crer que
acontece, assim como meu amor por você e essa
saudade que já sinto e que parece não ter fim.
Estou só, mas não solitário. A solidão é um estado de
espírito e não uma característica. Existem momentos,
em que a solidão é mais que necessária e por menos
que seja agora sei que necessitas dessa viagem, e eu
quem sabe desse momento, que só estragará quando
ouvir o ranger do portão anunciando a sua volta, e com
um sorriso matreiro no rosto me der um abraço, tudo
isso então terá sido apenas um devaneio poético e
nada mais...
Mãezinha, te amo, te amo e te amo, volte logo. Boa
viagem e que Deus a acompanhe novamente, veio e
voltou tão rápido, mas viagem necessária, parte de ti
vai e parte fica sempre guardada em meu coração,
sinto tua falta e que falta faz!!! Mas teu retorno já me
enche o peito de alegria, pena que os dias sejam tão
longos, quando se espera alguém que se ama. Beijos
no teu coração...
Carlos Rodrigues Franco - domingo, 30 de outubro de
2005 - 17:51h
Algumas emoções nos colocam como que, de alma despidos. Assim nua, se torna leve, transparente como as lágrimas salgadas que banham nossos corpos e vão para o mar... que se transforma nesse oceano a nos cercar em ilhas isoladas de nossos sentimentos e da vida que se torna estranha, vítima de preconceitos, da solidão e do medo.
Esse jovem morreu: de fome, de sede, de solidão, na selva fria que invade nossas almas solitárias de pais, de filhos, netos, sobrinhos, parentes e vítimas de uma sociedade que, decadente, a cada tempo se vê assim: órfã de sentimentos, de amor, de paz e segurança.
História banal: filho que se perde, seja na mata real ou das grandes cidades; seja numa mata real, ou na mata de nossos pesadelos (drogas, violência, roubos, prostituição, perda da auto estima e falta de crescimento pessoal, profissional). Um pai que não desiste, apesar de tudo e de todos, igual a nossas esperanças que, apesar de fracas, permanecem sussurrando, em nossos ouvidos e corações, mantras que de nós emanam, elevam e dissolvem nossos pesadelos e nos dão forças para resistir e não morrer. Enquanto nos apartamentos de concreto, pais jogam seus filhos pelas janelas, esperando que, como anjos pequenos, amparados por asas divinas, alcem o vôo mais belo em direção ao um poente iluminado, e não cheguem ao chão de nossas ruas com os corpos feridos, machucados por olhares invisíveis que fingimos não existir.
" Ele lutou muito com tudo que eu ensinei pra ele da mata, ele resistiu até onde ele pôde resistir. Quando eu encontrei, quando ele morreu nos meus braços, eu acho que ele disse: 'Eu tô em casa'. Ele quis falar comigo, mas não aguentou mais", contou o agricultor Edilson dos Santos, pai de Jonatha, emocionado, ao "Jornal Hoje".
Imagino o sorriso e a confinaça que esse pequeno homem teve ante a visão de seu pai. Sua esperança, de que seu pai não iria desistir de procurá-lo até encontrá-lo, fez com que ele resistisse, assim como nossa esperança em Deus. Sorriu com todas as suas forças, estava em casa, nos braços do pai e já não tinha mais medo. Fechou os olhos para descansar apenas um pouco, enquanto os olhos de seu pai se embaçavam em quentes lágrimas banhando o corpo de seu frágil e precioso filho, muito amado, estendido na cruz da existência.
Somos todos um pouco deles e de sua história e assim seremos sempre: personagens a preencher a cada dia, linhas traçadas por Deus nestas terras sem fim. Basta um olhar, uma força, um querer ou apenas um desejo: não desistir nunca e o amor. Esse, o principal motor de nossas ações, pois amando, tudo podemos fazer (Sto. Agostinho) e com certeza se não mudarmos o mundo, será apenas o início de uma nova era. O amor daquele pai que não desistiu de encontrar o filho e foi de certa maneira recompensado por seu último sorriso aumenta em nós a crença de que nem tudo está perdido, pois ainda restam centelhas de esperança, dessa esperança que não morre nunca sozinha, porque espera pelo Pai. Ainda não é o fim. Deus sorri. Fiat Lux...
Carlos Rodrigues Franco - domingo, 6 de julho de 2008 - 14h39min.
Existem dias nublados em nossa alma. Dias em que
nossos olhos marejam, enchem-se de lágrimas:
quentes, ardentes e abundantes. São salgadas essas
lágrimas a molhar-me a face que vejo no espelho tão
nova, no viço da idade e juventude. Mas, as lágrimas,
essas amigas tão frequentes, me mostram além do
espelho e vejo um rosto enrugado e cansado, sem o
vigor e sem os sonhos que teimam em brincar com
nossas vidas. Às vezes, olhamos nossas vidas
sorridentes e a todos o olhar engana, num sorriso, num
gesto, numa palavra... Quanta dor nos causa essa
máscara: são espinhos como os da coroa de Cristo em
nossa alma, sangrando lentamente e deixando marcas
e cicatrizes que sentimos, não vemos e que nos
matam, numa morte lenta, dolorida, silenciosa... Sem
que haja remédios ou esperança que nos cure. São
como o câncer da alma a enraizar-me pelo corpo e
estancando-me o grito, a dor a sufocar-me o peito, a alma
a esmagar-me lentamente o ser que julgo infinito, pois
mesmo nesse lento definhar permaneço inteiro, todo
dor, lágrimas e sofrimento.
Quisera ser poeta, descrever em versos, desmanchar-me
em palavras, sonetos ou canções. Quisera ser
criança e não crescer, eterno Peter Pan a voar e a
brincar livre entre estrelas. Quisera poder brincar na
lua, jogar estrelas, viajar nos cometas, navegar por
mares, conquistar ilhas, descobrir novos mundos e
viajar por eles. Quisera esquecer-me de tudo e de
todos e não sofrer: entender de que daqui nada
levamos, a ser a vida que vivemos e tirar de minha
alma, esse peso, essa dor e esse medo que preenche
meus dias de lágrimas que anuviam meus olhos,
cegam-me o coração e afogam minhas esperanças.
As lágrimas que agora caem, silenciosas, quentes e
ardentes, não molham esse papel ou essa tela, não
molham seu olhar triste ao ler estas letras que falam
de tanta dor e miséria, são apenas sombras de tudo
que escrevo, névoas a sair de minha mente e que
molham lentamente essas palavras com sangue vivo a
sair-me da alma. Estas não são simples palavras de
um triste poeta. São gritos surdos, fortes, de uma alma
inquieta. Surgem do lamento de um triste escravo,
acorrentado a seu fardo, num velho navio lançado ao
mar, em triste porão de infindas existências, a sonhar
com sua carta de alforria, com o verde céu de sua
pátria e com os belos olhos de sua amada, com a brisa,
as flores, e as borboletas, com a vida, enfim, roubada
lentamente, lançada ao sabor de ondas em ondas que
levam este navio negreiro, a portos desconhecidos,
longe de todos os nossos pensamentos, mas que
acenam com promessas de tesouros e liberdade. Essas
promessas se confundem com a triste realidade e
desfazem-se rapidametne como as espumas do mar.
Procurei o amor que não era meu, vivi a vida que não
sonhei, sonhei os sonhos que não pude ter, fui sombra
de mim e não vivi... Sinto-me como um mar morto,
solitário e salgado, miragem para incautos viajantes,
sombras de um Deus que não encontro, névoa densa
que a brisa leva... Meus sentimentos dissipam-se no
ar, insistem em não dissolver e retornam em forma de
lágrimas. Como réu de um perpétuo castigo, sigo por
eternos caminhos, já tão gastos por outros
caminhantes, mas sei que sigo solitariamente em meio
a tanta gente, que me olha a face e não enxerga a
alma: Ser vagante, sem eira nem beira, vou em frente,
como um zero absoluto, querendo meu retorno, minha
volta a minha simples existência em busca da origem,
do esquecimento, um nada, um vazio e nada mais.
Carlos Rodrigues Franco - Domingo, 23 de abril de 2006
Tempos Modernos...
Vivemos em tempos de paz. Vivemos em tempo de
guerra. Vivemos ou tão somente sobrevivemos.
Presos em nossas próprias grades exteriores e
interiores. Agarrados a valores de uma colonização
após outra, num domínio cultural, emocional e
pessoal. Saímos das trevas da escravidão, para o
mundo da submissão: passiva, pacífica e até natural.
Fomos educados, ou quem sabe, amestrados, a
acreditar e aceitar valores, fórmulas e estilos, assim
somos aprisionados: sem sabermos ou sem
questionarmos. Tudo que é fácil flui. É complicado
pensar. É mais trabalhoso aceitar as rédias do destino
e arriscar. Temos medo de perder, de nos perder ou de
abrir novas trilhas. Assimilamos direitinho nossa lição
de casa: sigam as trilhas para ser feliz, se não for: um
bom analista dá jeito.
Enquanto isso, trabalhamos muito para pagar os
impostos, que cada vez mais altos vão onerando
nossas expectativas, vão dilacerando nossas chances e
tirando nossas esperanças e nossa cidadania. Não
cobramos nossos direitos, que vão sendo assim
retirados, roubados e perdidos. Pagamos altos
impostos para ter serviços de qualidade: saúde,
educação, segurança. E o que temos?
Na saúde: verdadeiros casos de maus tratos,
negligências e descaso. Pacientes que fogem dos
hospitais pela dor, medo e desespero. Falta de
manutenção dos equipamentos e prédios. Profissionais
maus preparados para a função. Falta amor aos
pacientes, o mesmo amor que salva e que cura muitas
enfermidades. O amor que traduz respeito,
paciência e profissionalismo.
Educação: muita propaganda e poucas verdades.
Vendem produtos e serviços de pouca qualidade.
Profissionais também pouco estimulados
profissionalmente e financeiramente. Programas
educacionais que começam e terminam a cada (des)
governo. Prédios, equipamentos defasados, obsoletos
e sem utilidade. Falta um programa educacional
que promova o pensamento, a criatividade e construa
personalidades que sejam inovadoras e investidoras,
que saibam correr riscos e buscar novas descobertas
e caminhos para a humanidade. Educação verdadeira
e libertária, como a do mestre Paulo Freire.
Segurança: que não se traduz em criação de leis que
promovam ou aumente a idade penal, pois isso é
consequência, temos que combater as causas. Criação
de prisões, são verdadeiros celeiros de gastos sem
nenhum retorno: não digo financeiro, pois dos males,
esse é o menor, mas da recondução e reeducação
desses personagens para a vida social. Temos que
pagar por fora por mais segurança e fazermos de
nossos lares, verdadeiras prisões: grades, cercas
elétricas, cães bravios e carros blindados. Policiais,
igualmente maus preparados para a função e que
sofrem alto níveis de stress, e a população no meio
disso tudo, como num fogo cruzado, sem saber para
que lado correr.
Em todos os setores existem bons e maus
profissinais. Ainda resiste uma chama em poucos
que não escurece nossas esperanças. Temos que
começar um novo presente se quisermos um futuro
melhor ou apenas um futuro. Temos que aprender a
viver de verdade e não apenas sobreviver. Temos que
arcar com nossas responsabilidades, sem preguiça,
sem medo ou acomodação. Não esperemos que as
mudanças venham de cima, uma casa se constrói pela
base. Precisamos de artistas, pensadores, construtores
e investidores. Precisamos apagar de nossas mentes a
submissão pacífica para sermos autores de nossos
pensamentos e de nossas vidas. Resgatar a auto-
estima perdida em algum lugar distante em nosso "eu".
Somos senhores dos nossos atos e de nossas vidas,
não devemos entregá-la ou desperdiçá-las. Vamos
lançar uma campanha? - "Dignidade e Cidadania já".
Em prol de um futuro menos obscuro, mais humano e
justo para todos.
Carlos Rodrigues Franco - 27 de janeiro de 2006
Fragmentos...

Pedaços de mim,
em mim
Sem ti:
São faltas que fazem,
Perfazem e
desfazem...
Deixando um vazio,
uma ausência,
uma saudade.
É um grito mudo,
entalado no peito: ensurdece,
amortece, assombra e estremece.
Buscando-te em mares longínquos...
Em terras distantes... Talvez
além de muitos horizontes,
até da imaginação.
Sonhando,
desejando,
te amando.
O amor tem dessas coisas:
sobrevive sem correspondência,
vive-se de esperanças, de sonhos.
Somos partes de um enorme quebra-cabeça,
espalhados no solo desta terra, incompletos.
Pedaços que perfazem nossa essência,
que nos tornam perfeitos,
pois do amor, que fomos criados,
a ele retornamos e nesse breve intervalo:
longo, aos olhos dos amantes, choramos,
juramos, procuramos, tudo em vão.
Até que nossos olhares se cruzem
em algum lugar do espaço,
nossas mãos se toquem...
Restará então: nem as lembranças do exílio,
nem as dores ou tristezas da separação: nada...
Apenas o amor que se completa e se dissipa
numa grande luz:
A luz dos nossos olhos a embriagar-nos e
a fusão de nossos corpos:
frágeis corpos, perante tanto amor,
Que o tempo e o espaço separaram,
porém nunca esquecidos,
eternamente unidos.
Fragmentos de um passado,
Que acenam um futuro ou apenas esperanças e nada
mais.
Carlos Rodrigues Franco – quinta feira, 13 de abril de 2006 – 17h21min’.

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