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Meu perfil BRASIL, Sul, JOINVILLE, Mulher, de 15 a 19 anos |
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Contador:

São Paulo...
São Paulo,
eterna criança grande.
Berço de amores escondidos,
de nefastas emoções,
de escarlates cores que
colorem teu cinzento humor.
Terra dos que lutam pelo
direito de terra,
de um lar,
de segurança.
Terra de sonhos e
terrores,
que encerra dentro de ti
o melhor e o pior do
homem, dos
homens.
Esquecer-te, é impossível,
e às vezes, abandonar-te
é preciso,
para que não me enlouquecendo
em tuas teias
e manhas
possa te amar para
sempre
enquanto puder viver.
És São Paulo, minha
amada e odiada cidade,
és do povo, és raça, és
a nossa estrela e parte
de nosso ser.
Carlos Rodrigues Franco
(Mineiro de Pouso Alegre, Paulista de coração)
- 29/12/2003 -
Chuva
Ando escrevendo alguns assuntos sérios nestes últimos
tempos, e para deixar no blog um ar menos pesado e
mais "light", vou mudar o tema de hoje. Por sinal,
fiquei pensando nisso na quarta-feira, dia 26/10/05.
Ao chegar em casa da escola, cansado e fui tomar um
lanche, mal terminei e começava a garoar e como
relampejava e trovejava muito, resolvi não ligar a TV
e nem o computador, excesso de precaução não causa
mal a ninguém, peguei a rede e coloquei na área, pois
tenho verdadeira paixão pela chuva: e ela estava do
jeito que gostava: ventos, relâmpagos e trovões... E
assim, entre o êxtase e a admiração, passei a meditar
um pouco, eis algumas breves considerações sobre o
tema:
Chove lá fora, gotas incessantes caídas do céu, em
plena guerra. O clarão que por vezes rasga o infinito
clareia todos os cantos desta terra e de meu ser.
Trovões ressoam e encontram eco em minha alma.
Ouço um silêncio ensurdecer, daqueles que deixam
um vácuo no ser e procuro algo que me retire essa
impressão, para fugir de coisas que minha mente
inquieta busca e tenho medo. Chove muito, e essas
lágrimas do céu ferido são agulhas a penetrar-me na
alma, sinto-as, vejo e nem meu corpo salpicado de
gotas que insistem em molhar meu corpo, tão
cansado, tão tenso e às vezes perdido e ferido,
vagando solitário por esse mundo sem fim.
A chuva que por hora verte dos céus estampam em
meus olhos marejados e salgados que fitando o céu
escuro, com olhar fixo e perdido em algum canto do
éter não molham essa alma ressequida, carente de
lágrimas para fazer brotar algum sentimento, para
brotar dali o amor novamente. Eu vejo raios que não
iluminam os cantos escuros de minha alma, ouço
trovões que ressoam nos labirintos de meu ser, e
assim um silêncio mortificante retumba e estremece
minha pele e minhas idéias.
Um vento frio estremece e tremula meu corpo úmido
pela chuva e pelas lágrimas que teimam em brincar
em meu rosto, que trás marcas do tempo e das
desilusões. Que carrega um sonho, vários sonhos...
Sementes ardentes, machucadas e feridas que anseiam
pela chuva da alma, para brotar novamente e florescer
em meu ser. Chove aqui fora, e a chuva não me molha
realmente, não chega a atingir-me por completo, elas
escoam pelos ralos e drenos deste corpo e condensam
novas nuvens, que apenas clareiam e fazem barulho
em meu ser, cegando e ensurdecendo todo o restante
de mim, e assim procuro, procuro e não me encontro.
Minha alma anseia navegar pelos rios em busca de
mares e oceanos... mas por hora: chove lá fora e aqui
dentro de mim apenas um vazio e nada mais... talvez
quem sabe, essa chuva venha a dissipar nuvens
pesadas de minha alma anunciando um novo sol, ou
até quem sabe um amor.
Amor, desses que mexem com todo nosso corpo e
nossa alma, amor que vibre nas sintonias finas de
nosso ser, que nos faça voltar aos tempos de criança,
um amor que transforme nossos cinzentos dias, em
primavera. Que transforme nossas lágrimas, num rico
manancial a molhar o chão de nossa alma. Amor que
inspire, transpire e nos faça exceder os comedimentos
ditados pelo puritanismo social, e assim sem nos
importar, amemos, pois o amor só tem razão em si, só
encontra sintonia quando captado. O amor, que se faz
em relâmpagos a rasgar nossos corpos e trovejar em
nossa alma, barulhos e luzes tão fortes, capazes de
destituir quaisquer sentimentos contrários a si.
Chove lá fora e fechando meus olhos, consigo
vislumbrar um sol emergindo num horizonte, que bem
penso ser de minha'lma...
Carlos Rodrigues Franco
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