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Meu perfil BRASIL, Sul, JOINVILLE, Mulher, de 15 a 19 anos |
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SE
A VIA LÁCTA NÃO ESTIVESSE DENTRO DE MIM,
COMO PODERIA VÊ-LA OU CONHECÊ-LA?
Gibran Khalil Gibran (Areia e Espuma – AGIG – RJ – 1978)
Este pensamento de Gibran é uma de minhas
premissas prediletas e a uso em muitas circunstâncias
para exemplificar que devemos ser cuidadosos com
nossas palavras, atos e pensamentos, pois elas
traduzem o que vai em nossa alma, ela nos mostra
como verdadeiramente somos. Uma verdade, para ser
proferida, deve existir antes dentro de nosso coração
ou em nossa mente. Por isso, sempre digo que a
beleza existe dentro da gente e não pode ser
encontrada fora ou vice-versa.
Não podemos criar ou achar algo que não existe
primeiro dentro da gente. Podemos, no mínimo,
aprender algo novo, mas a partir desse fato, ele passa
a existir dentro de nós. Por isso, devemos ficar mais
atentos ao que ouvimos dos outros de que em seus atos.
As palavras e pensamentos demonstram mais sobre
quem fala do que sobre o objetivo descrito. Podemos
e devemos ouvir mais e deixar de ver tantas ações,
algumas ações são apenas dissimuladas e não
notamos, mais as palavras e o pensamento de uma
pessoa falam por si.
E, mais ainda, devemos nos educar. Educando nossas
palavras, educamos nosso coração e nossos atos, alias,
não é a toa que temos dois ouvidos, olhos e uma boca,
assim podemos ouvir e ver mais e falar menos. O
silêncio sempre é um ótimo amigo e conselheiro.
Fomos criados para responder a tudo, para sobrepor
nossa opinião, para vencer sempre, temos que ter
sempre razão. Nem sempre quem fala por último é o
vencedor, a voz quanto mais alta menos fala. Então
temos, que altura é inversamente proporcional a
intensidade ou a verdade. Que tal contar até 10, 100
ou mil se necessário. O silêncio é um sábio
conselheiro e o tempo é seu auxiliar mais próximo.
Gibran (1883 – 1931) é eterno em sua sabedoria e em
seus livros, principalmente: “O Profeta”, leia! Vale a
pena sempre. Agora por último Paulo Coelho fez uma
adaptação de “Cartas de Amor do Profeta” pela
Ediouro. Sou fã de carteirinha de livros que retratam a
correspondência de escritores de que eu gosto, pois acho
retratado em suas cartas, muito mais do que se pode
aprender nos livros – Leiam também, vale a pena
conhecer partes dessas cartas tão lindas desse grande
profeta. É impossível não ver tanta beleza e sabedoria
naquelas páginas sem deixar de entrever o que lhe ia
no íntimo da alma.
Verdadeiramente só podemos conhecer bem e ver
aquilo que é real dentro de nossa alma, por isso,
devemos nos ater, pensar e agir com honestidade,
amor em todos os campos de nossas vidas, pois nossas
palavras serão o bem maior que demonstrará
realmente nossa alma e marcará nossa
contemporaneidade para sempre, sem precisarmos
quer notoriedade ou fama, com isto, nos deu Gibran,
um bom exemplo; todos podemos aspirar ao que ele
conseguiu, porque seguimos – a nossa maneira – o
difícil e belo caminho das pessoas comuns. Esses sim,
são os heróis que fazem anonimamente a história.
Carlos Rodrigues Franco – 27/11/05 – 20:05 – domingo
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32 dias...
Construindo pontes em vez de muros...

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado.
Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.
“Estou procurando trabalho. Sou carpinteiro. Talvez você tenha algum serviço para mim.”
“Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.”
“Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.”
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.
O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.
Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
“Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.”
Mas as surpresas não pararam ai. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.
O irmão mais novo então falou:
“Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.”
De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte.
O carpinteiro que fez o trabalho, começou a fechar a sua caixa de ferramentas.
“Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.”
E o carpinteiro respondeu:
“Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir…”
Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos, colegas do trabalho e principalmente nossos inimigos…
Muitas vezes desistimos de quem amamos por causa de magoas e mal entendidos.
Vamos deixar isso de lado, ninguém é perfeito, mas alguém tem que dar o primeiro passo.
Portanto, construa pontes ao seu redor, ao invés de construir cercas! ![]()
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